É que no decorrer de nossas vidas, vamos aprendendo a domar nossas vontades e atitudes. Conseguimos, em diversos aspectos, controlar a fome, a sede, o choro, o riso, a raiva, os pensamentos, as expressões, as paixões, o desejo. Assim nos tornamos seres humanos superiores, mesmo isso não sendo sinônimo de felicidade. Aliás, na busca por esse tal comportamento superior, a própria felicidade deixa de ser objetivo e acaba por ser, também, domada. Já não sei onde entra o amor, próprio ou relativo.
Até porque tudo anda bastante confuso e eu já nem me reconheço mais. Dias inteiros sem conseguir me concentrar em nada a não ser nas lembranças dos nossos momentos juntos. E, se por um lado as memórias me deixam feliz, os fragmentos da realidade me deixam sem saber como lidar com a situação. A ambigüidade de seus atos não me permite ter uma idéia clara do que de fato há e, sempre que eu tenho alguma noção superficial, eu a faço desaparecer por não me agradar por completo.
Essa é uma atitude que não consegui domar, afinal não sou um ser humano superior, nem feliz. Ainda.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
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