Acordou atordoado, sentou-se na cama e, com a cabeça abaixada e entre as mãos, tentou lembrar o que havia sonhado. Não conseguiu. Lentamente pôs-se de pé e foi à cozinha, precisava de água. Acendeu a lâmpada, dirigiu-se à prateleira e tirou um copo do lugar quando percebeu aquelas letras em azul. Girando o copo pela mão, em busca do início da frase, conseguiu ler sem muita dificuldade a mensagem “sinto falta de você”. Repetiu em voz baixa não entendendo do que se tratava. A sede já não importava. Sentir falta de quem está ao lado é mais úmido que o oceano, mais seco que o deserto.
Algumas coisas simplesmente devem ser deixadas para que sigam seu próprio ritmo na dança cósmica do universo e sua dimensão amaterial.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
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